Testemunhos:
Vilma Julia de Moraes
“Na verdade ou tinha medo de fazer essa oração a Deus; fiquei muito tempo com isso dentro de mim, pois pensava: E se não fosse a vontade Dele?”.
Desde solteira, sonhava em ter filhos adotivos, além dos filhos biológicos. Conforme me casei, este sonho adormeceu dentro de mim; tive três filhos, e depois de 18 anos este sonho reascendeu dentro de mim.
Através de uma amiga, conheci uma mulher que estava grávida de quatro meses e disposta a entregar a criança para adoção. Nos conhecemos e combinamos que a criança seria minha. Depois de mais ou menos dois meses recebia a notícia de que seriam gêmeos.
No dia 2 de agosto de 2001, nasceram duas meninas; mas depois de 2 dias, o hospital proibiu, por ordem do juiz, a visita para as meninas; o motivo de tudo isso é que para adotar uma criança o casal deve ir até a vara da infância e da juventude, preencher um cadastro e passar por psicólogo e assistente social, dando também o perfil da criança que será adotada. Quando surge uma criança com as características que o casal escolheu, o fórum os convoca.
No meu caso, foi feito ao contrário, ou seja, errado. Ao invés de ir atrás primeiramente da papelada, fui atrás da criança; além de tudo isso, muitos outros fatores não estavam ao meu favor. Por exemplo: “pessoas de alto nível social também estavam querendo as crianças, e levantaram calúnias a nosso respeito, etc.”.
As meninas ficaram quatro meses em um abrigo, e para mim foram os meses mais sofridos da minha vida. Uma espera longa, e eu buscando a Deus por uma solução. Pedi orientação a um pastor, que me disse para pedir a Deus que fosse feita a vontade Dele; se fosse para as meninas serem minhas filhas, amém. Caso contrário, que colocasse em paz meu coração.
Na verdade ou tinha medo de fazer essa oração a Deus; fiquei muito tempo com isso dentro de mim, pois pensava: “E se não fosse a vontade Dele?”.
Depois de alguns meses, tomei coragem e fiz a oração com muita fé, independente de qual seria os planos de Deus. Passado 15 dias, eu pude ver o agir de Deus em nossas vidas. A advogada ligou para buscarmos as meninas, Raquel e Rebeca, estão conosco, saudáveis, com quatro anos de vida e nos trazendo muitas felicidades.
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